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Rio de Janeiro e Rondônia Recusam Adesão a Subsídio Federal do ICMS sobre Diesel Importado

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em um cenário de ampla aceitação nacional, os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia se destacaram ao indicar que não aderirão à proposta do governo federal para subsidiar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel importado. A informação foi revelada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas na última quinta-feira (2). A iniciativa federal visa mitigar os impactos da volatilidade dos preços dos combustíveis, exacerbada pela recente escalada de tensões no Oriente Médio.

Quase Total Adesão Estadual à Medida de Contenção de Preços

Segundo o ministro Alckmin, a proposta federal encontrou vasta receptividade entre as unidades da federação, com cerca de 90% dos estados já confirmando sua adesão. Apenas dois ou três estados permaneciam em fase de avaliação na data da declaração, com suas respostas aguardadas para breve. Essa expressiva concordância sublinha o reconhecimento generalizado da necessidade de intervenção para estabilizar o mercado de combustíveis e proteger o consumidor final das flutuações do cenário internacional.

Detalhes e Impacto Fiscal do Subsídio ao Diesel

A medida de caráter temporário e excepcional estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com duração prevista de dois meses. Este auxílio financeiro, que busca aliviar a carga tributária e consequentemente os preços nas bombas, representa um impacto fiscal total estimado em R$ 3 bilhões, ou R$ 1,5 bilhão por mês. O custo será equitativamente dividido entre o governo federal e os estados, cabendo a cada esfera R$ 0,60 por litro. A proposta surgiu após a resistência inicial dos governadores em zerar completamente o ICMS sobre a importação do combustível, levando a equipe econômica a buscar uma solução de custo compartilhado.

Estratégia Abrangente do Governo para o Setor de Combustíveis

A iniciativa do subsídio ao ICMS não é uma ação isolada, mas parte de um conjunto mais amplo de medidas implementadas pelo governo para estabilizar os preços dos combustíveis. Anteriormente, em 12 de novembro, foram anunciados outros suportes, como um subsídio de R$ 0,32 por litro destinado a produtores e importadores, além do corte das alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Estas ações conjuntas refletem uma abordagem multifacetada para lidar com a complexidade do mercado de combustíveis.

Essas políticas de desoneração e subvenção implicam um significativo impacto nas contas públicas federais. A zeragem do PIS e Cofins sobre o diesel, por exemplo, projeta uma perda de arrecadação de R$ 20 bilhões para o governo. Adicionalmente, as subvenções ao diesel, incluindo a medida de R$ 0,32 por litro, somam um impacto estimado de R$ 10 bilhões no caixa da União, evidenciando o esforço fiscal empreendido para proteger o consumidor e a economia nacional.

Contexto Geopolítico e a Urgência das Medidas

A urgência na implementação dessas políticas de estabilização está intrinsecamente ligada ao cenário geopolítico internacional. A intensificação do conflito no Oriente Médio tem gerado incertezas e pressionado a alta dos preços do petróleo no mercado global. Dessa forma, as ações do governo federal, em conjunto com a maioria dos estados, buscam criar um escudo contra a instabilidade externa, minimizando os repasses desses custos para a economia doméstica e a população brasileira.

Apesar da resistência pontual de Rio de Janeiro e Rondônia, a ampla adesão dos demais estados ressalta a percepção compartilhada da necessidade de ações coordenadas. As diversas frentes de atuação do governo – desde subsídios diretos a cortes tributários – demonstram um esforço contínuo para equilibrar a sustentabilidade fiscal com a proteção do poder de compra dos cidadãos, em face dos desafios impostos pelo volátil mercado internacional de commodities.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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