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Rio2C: Inovação, TV 3.0 e Novas Políticas Impulsionam o Audiovisual Brasileiro

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O cenário do audiovisual brasileiro foi o centro das discussões no espaço do Ministério da Cultura, durante a edição anual do Rio2C, um dos maiores encontros da indústria criativa na América Latina, realizado na Cidade das Artes, Rio de Janeiro. Em um evento que se estendeu até domingo, dia 31, os debates da última quinta-feira, 28, focaram em temas cruciais: inovação tecnológica, o advento da TV 3.0 e a urgente necessidade de expandir os canais de difusão para o conteúdo nacional.

A Revolução da TV 3.0 e a Democratização do Acesso

Diante das aceleradas transformações tecnológicas e da crescente importância das políticas públicas, Antônia Pellegrino, diretora-presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sublinhou a imperatividade de fortalecer a circulação da produção independente e de ampliar o acesso da população a conteúdos em múltiplas plataformas. Ela destacou a relevância estratégica da TV 3.0 para a comunicação pública, enxergando nela uma oportunidade sem precedentes para a inovação tecnológica aliada à democratização do acesso ao conteúdo nacional. A iniciativa da TV 3.0, uma colaboração entre EBC, Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visa garantir um espaço para a diversidade cultural e para as produções regionais de todo o país.

Estratégias para Ampliar a Exibição e Formação de Público

A expansão dos espaços de exibição para o cinema nacional e a aproximação entre o público e as produções brasileiras foram pontos cruciais levantados por Paulo Feitosa, coordenador do programa Cinemas. A iniciativa se concentra na formação de novas audiências, na circulação de obras e no incentivo à exibição, reconhecendo o momento de efervescência criativa e reconhecimento que o cinema brasileiro atravessa. Complementando essa visão, Daniela Fernandes, diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do Ministério da Cultura, apresentou detalhes do programa “Tela Brasil”. Previsto para ser anunciado oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa representa uma política estratégica que visa diretamente a inovação, a inclusão e a valorização da cultura nacional, ao mesmo tempo em que fortalece a produção e estimula a formação de público para o audiovisual do país.

A Ascensão do Audiovisual Brasileiro no Cenário Internacional

A Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, abordou a vital questão da internacionalização do cinema brasileiro. Ela enfatizou a necessidade de construir estratégias permanentes para a circulação de conteúdo no exterior, ressaltando que uma política pública robusta está sendo reconstruída, com investimentos e diálogo intensivo com o setor. O objetivo primordial é garantir que o Brasil readquira um papel de protagonismo no cenário audiovisual mundial. Gonzaga reiterou que essa internacionalização não deve beneficiar apenas grandes produtoras, mas sim ampliar significativamente as oportunidades para produções independentes e regionais, fomentando coproduções e abrindo novos mercados para que a riqueza e a diversidade cultural brasileira alcancem as telas de todo o planeta.

Os debates no Rio2C evidenciaram um momento de renovado compromisso com o audiovisual nacional. A convergência entre inovação tecnológica, como a TV 3.0, e a formulação de políticas públicas estratégicas, exemplificadas pelos programas Cinema e Tela Brasil, sinalizam um futuro promissor. A ênfase na democratização do acesso, no fortalecimento da produção independente e na busca por uma presença global mais proeminente desenha um panorama de reestruturação e crescimento para o setor, visando não apenas o desenvolvimento econômico, mas também a celebração e difusão da identidade cultural brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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