, o estado registrou um crescimento robusto de 88% na produtividade na última década. De fato, esse avanço é impulsionado principalmente pela conversão de áreas de pastagens degradadas em lavouras mecanizadas de alta performance.
Como Mato Grosso atingiu o recorde de 92 milhões de toneladas?
Além da expansão das áreas de plantio, o uso intensivo de biotecnologia e a melhoria do manejo de solo foram cruciais para o salto produtivo. Portanto, o estado deixará de produzir 47 milhões de toneladas, registradas em 2014, para alcançar o patamar de 92 milhões no próximo ano. Nesse cenário, o milho e a soja figuram como os protagonistas absolutos desse fortalecimento econômico regional.
Qual a estimativa de produção para soja e milho em MT?
Embora a soja continue sendo o motor principal, o milho registrou o crescimento mais acelerado do período. Segundo os dados oficiais, a produção de milho saltou 113%, atingindo 38,5 milhões de toneladas em 2025. Por outro lado, a soja deve alcançar 46,2 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 74% em relação a 2014.
Ademais, Mato Grosso apresenta outros destaques no campo:
• Algodão: O estado mantém a hegemonia nacional com alta projetada de 57%, somando 3,8 milhões de toneladas de fibra.
• Área Plantada: A soja atingirá 13,81 milhões de hectares, enquanto o milho ocupará 6,22 milhões de hectares.
• Pecuária: A produção de carne bovina também deve crescer 46%, mesmo com a conversão de pastagens para agricultura.
O que impulsiona o crescimento do agronegócio mato-grossense?
Certamente, o desenvolvimento do crédito e os incentivos governamentais funcionam como direcionadores estratégicos para o setor. Além disso, a infraestrutura logística estadual aguarda o término de obras vitais, como a duplicação total da BR-163 e a consolidação dos portos do Arco Norte. Assim, espera-se uma redução significativa nos custos de transporte e maior agilidade no escoamento da produção.
Quais os desafios da sustentabilidade para as exportações?
Apesar do otimismo produtivo, o setor enfrenta pressões crescentes por monitoramento ambiental, especialmente no bioma Cerrado. Nesse contexto, produtores e frigoríficos precisam se adequar ao Protocolo do Cerrado, que estabelece critérios de desmatamento zero após dezembro de 2020. Isso ocorre porque a União Europeia aplicará novos regulamentos rigorosos a partir de 2026, exigindo a comprovação da origem sustentável dos produtos brasileiros.
Dessa forma, a conformidade socioambiental torna-se uma exigência urgente. Por fim, o sucesso de Mato Grosso no mercado global dependerá da capacidade de unir recordes de produtividade com a proteção efetiva de seus biomas nativos.