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Eleições Presidenciais no Exterior: Flávio Bolsonaro Lidera nos EUA, mas Lula Conquista Virada Inédita em Nova York

G1

O segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, que culminou na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato, apresentou um cenário peculiar entre os eleitores residentes nos Estados Unidos. Apesar da vitória nacional de Lula, a votação em solo norte-americano revelou uma preferência majoritária pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que superou o presidente eleito em um placar geral. Contudo, em meio a essa tendência, um fato singular marcou a disputa em Nova York, onde Lula protagonizou uma virada notável em relação ao primeiro turno.

Panorama Geral da Votação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial registrou um total de 85.741 votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro obteve uma expressiva maioria, com 53.718 votos, o que representou 62,65% do total. Por outro lado, o presidente eleito Lula angariou 32.023 votos, correspondendo a 37,35%. Essa diferença de aproximadamente 21 mil votos consolidou a liderança do candidato do PL no exterior. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que, dos 265.411 brasileiros aptos a votar em território norte-americano, a abstenção atingiu a marca de 67,7%.

A Distribuição dos Votos por Cidades Norte-Americanas

A disputa se desenrolou em 11 cidades dos EUA, com uma divisão quase equitativa: Flávio Bolsonaro garantiu a vitória em seis delas, enquanto Lula prevaleceu em cinco. As cidades onde o petista obteve a maioria foram Chicago, Los Angeles, Nova York, São Francisco e Washington D.C. Já o candidato do PL conquistou o maior número de votos em Atlanta, Boston, Hartford, Houston, Miami e Orlando.

Resultados Detalhados: Onde Lula Se Destacou

Entre os locais onde Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a vitória, as maiores proporções de votos foram registradas em São Francisco, com 65,18% (2.941 votos) contra 34,82% (1.571 votos) para Flávio Bolsonaro, e em Chicago, onde obteve 63,84% (2.059 votos) frente a 36,16% (1.166 votos). Em Washington D.C., Lula somou 57,56% (3.065 votos) contra 42,44% (2.260 votos). Em Los Angeles, a vantagem foi de 55,03% (2.939 votos) para Lula e 44,97% (2.402 votos) para Flávio. Nova York, por sua vez, representou uma vitória apertada para Lula, com 52,40% (6.307 votos) contra 47,60% (5.730 votos) para Flávio Bolsonaro.

O Domínio de Flávio Bolsonaro em Seis Capitais

Flávio Bolsonaro demonstrou forte performance em várias cidades, com destaque para Orlando e Miami. Em Orlando, o senador conquistou a maior percentagem de votos em todo o território americano, com 81,01% (8.042 votos) contra 18,99% (1.885 votos) para Lula. Em Miami, obteve 76,64% (10.504 votos) contra 23,36% (3.201 votos). Boston também registrou uma vitória expressiva, com 71,58% (13.605 votos) para Flávio e 28,42% (5.402 votos) para Lula. Em Atlanta, o placar foi de 70,13% (3.927 votos) contra 29,88% (1.673 votos). Hartford e Houston também confirmaram a preferência pelo candidato do PL, com 65,45% (1.529 votos) contra 34,55% (807 votos) e 63,10% (2.982 votos) contra 36,90% (1.744 votos), respectivamente.

A Virada Emblemática de Lula em Nova York

O caso de Nova York emergiu como o único nas 11 cidades norte-americanas onde houve uma inversão de resultados entre os turnos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia saído vitorioso na cidade, com 4.684 votos (47,36%), superando Lula, que havia alcançado 4.570 votos (46,20%). No entanto, para o segundo turno, o cenário se transformou radicalmente. O presidente eleito Lula reverteu o quadro, conquistando 6.307 votos (52,40%), enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 5.730 votos (47,60%), consolidando uma vitória crucial para o petista na metrópole global.

A análise dos resultados nos Estados Unidos revela uma complexidade no comportamento eleitoral dos brasileiros no exterior. Embora o voto consolidado no país tenha favorecido o candidato que não venceu a corrida presidencial, a singularidade da virada em Nova York destaca a dinâmica particular de cada comunidade de expatriados. Os números refletem, assim, não apenas uma preferência política, mas também as nuances de engajamento e as características sociais dos brasileiros que residem fora do território nacional.

Fonte: https://g1.globo.com

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