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Setor de Serviços: 15,9 Milhões de Empregados e R$ 2,1 Trilhões ao PIB em 2024, Aponta IBGE

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O setor de serviços não financeiros emergiu como um pilar fundamental da economia brasileira em 2024, empregando expressivos 15,9 milhões de pessoas. Esses profissionais receberam, em média, o equivalente a 2,2 salários mínimos mensais, demonstrando a capacidade do segmento de gerar renda e dinamizar o mercado de trabalho. Os dados são parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), recém-divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que oferece um panorama detalhado de um dos maiores contribuintes para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Panorama Abrangente do Setor de Serviços

A pesquisa do IBGE revelou que o vasto universo de serviços não financeiros – que inclui desde educação e escritórios de advocacia até restaurantes, salões de beleza, tecnologia da informação, transportes, turismo e vigilância, excluindo operações bancárias – registrou uma receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões em 2024. Este montante culminou em uma adição de R$ 2,1 trilhões ao PIB do país, que à época totalizava R$ 11,7 trilhões, sublinhando a importância estratégica dessas atividades para a geração de riqueza. Embora a metodologia atual da Pesquisa Anual de Serviços impeça comparações diretas com edições anteriores, o levantamento consolidou um retrato claro da força e escala do setor na economia nacional.

Adicionalmente, o estudo destacou que, em um período de dois anos, as aproximadamente 1,9 milhão de empresas ativas no setor de serviços foram responsáveis pelo pagamento de R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões, evidenciando seu papel crucial na distribuição de renda. Em média, as empresas de serviços não financeiros empregam oito funcionários, mas há notáveis exceções em ramos como transporte ferroviário e metroviário (com média de 890 trabalhadores), dutoviário (467) e aéreo (234), que se destacam pelo porte.

Os Maiores Geradores de Oportunidades de Emprego

Dentro do espectro dos serviços não financeiros, algumas áreas se sobressaem como grandes empregadoras. O ramo de atividades de alimentação, que engloba restaurantes, bares e bufês, figura como o maior empregador, absorvendo 1,9 milhão de pessoas. Esse contingente representa 11,7% da mão de obra total do setor. Logo em seguida, os serviços técnico-profissionais, que incluem consultorias em informática, auditoria, contabilidade e escritórios jurídicos, empregam 1,8 milhão de pessoas, ou 11,2% dos postos de trabalho.

Outras atividades de grande impacto na empregabilidade incluem serviços de escritório e apoio administrativo (8,3%), transporte rodoviário de cargas (8,1%), serviços para edifícios e atividades paisagísticas (7,9%), seleção, agenciamento e locação de mão de obra (6,3%), e tecnologia da informação (5,6%). A diversidade dessas áreas reflete a amplitude e a capilaridade do setor na geração de vagas em diferentes níveis de qualificação e especialização.

Remuneração e os Destaques Salariais no Setor

A média salarial do setor de serviços em 2024, de 2,2 salários mínimos (considerando o valor de R$ 1.412 para o mínimo naquele ano), mascara uma significativa variação entre as diferentes atividades. O transporte dutoviário se destacou como o segmento com a maior remuneração, pagando uma média de 21,1 salários mínimos. Esse valor é mais de três vezes superior ao da segunda atividade mais bem remunerada, o transporte aquaviário, com 6,9 salários mínimos mensais.

O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, apontou dois fatores cruciais para a alta remuneração no transporte dutoviário, que emprega 6,5 mil pessoas: a exigência de elevada qualificação técnica e os riscos inerentes à atividade. Em contraste, a atividade de alimentação, campeã em número de vagas, ofereceu uma média de 1,4 salário mínimo. Já o contingente de serviços técnico-profissionais registrou uma média mensal de 2,56 salários mínimos. Outras áreas com remunerações acima da média geral incluem transporte aéreo (6,6 SM), serviços de tecnologia da informação (5,2 SM) e telecomunicações (3,1 SM), evidenciando a valorização de especializações e setores de maior complexidade tecnológica.

A Contribuição Essencial para a Economia Nacional

A magnitude dos R$ 2,1 trilhões que o setor de serviços adiciona ao PIB nacional não apenas reafirma sua predominância, mas também ilustra sua capacidade vital de sustentar o crescimento econômico do Brasil. Marcelo Miranda ressalta a importância intrínseca dessas atividades: “Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, explicou. Essa declaração encapsula o papel multifacetado do setor, que não só impulsiona a economia em termos de produção e valor agregado, mas também atua como um motor crucial para a geração de empregos e a distribuição de renda para milhões de famílias brasileiras.

Em suma, os dados da Pesquisa Anual de Serviços do IBGE oferecem uma visão detalhada de um setor dinâmico e indispensável. Com milhões de empregos e uma contribuição trilionária ao PIB, os serviços não financeiros consolidam sua posição como um dos pilares mais robustos e versáteis da economia brasileira, adaptando-se às demandas do mercado e promovendo o desenvolvimento em diversas frentes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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