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Rússia Sofre Ataque de Drones em Larga Escala: Quatro Mortos em Ofensiva Ucraniana Incluindo Região de Moscou

G1

A Rússia foi palco de uma das maiores ofensivas aéreas ucranianas em mais de um ano neste domingo (17), com um ataque massivo de drones que resultou na morte de quatro pessoas e extensos danos em diversas regiões, incluindo a capital Moscou e seus arredores. A operação, que teve como alvo principal a infraestrutura e áreas residenciais, é vista como uma resposta direta às recentes agressões russas contra o território ucraniano, marcando uma escalada significativa no conflito.

Vítimas e Danos Diretos na Região Metropolitana de Moscou

As autoridades russas confirmaram a morte de três indivíduos na região de Moscou e mais um na região de Belgorod. O governador de Moscou, Andrei Vorobyov, detalhou que uma mulher perdeu a vida em Khimki, ao norte da capital, após sua residência ser diretamente atingida, enquanto equipes de resgate prosseguiam com a busca por outra possível vítima sob os escombros. No vilarejo de Pogorelki, no distrito de Mytishchi, dois homens também faleceram. Além das perdas humanas, vários edifícios residenciais e instalações de infraestrutura sofreram avarias significativas em decorrência da investida aérea.

Escala da Ofensiva e Impacto em Infraestruturas Essenciais

A dimensão do ataque foi notável, com as defesas aéreas russas interceptando 81 drones que se dirigiam a Moscou desde a madrugada, conforme informado pela agência estatal TASS, citando o prefeito Sergei Sobyanin. Em um balanço mais abrangente, o Ministério da Defesa russo declarou ter derrubado um total de 556 drones em todo o país entre a madrugada e a manhã do mesmo dia. Na capital, Sobyanin relatou que 12 pessoas ficaram feridas, majoritariamente nas proximidades da refinaria de petróleo de Moscou, onde três casas também foram danificadas. Apesar dos incidentes, o prefeito assegurou que a 'tecnologia' vital da refinaria não foi comprometida. O Aeroporto de Sheremetyevo, o maior do país e localizado na região metropolitana de Moscou, também registrou a queda de destroços de drones em seu território, sem, no entanto, causar prejuízos estruturais ou operacionais.

Contexto da Retaliação Ucraniana: A Promessa de Zelensky

A recente onda de ataques ucranianos ocorre em um cenário de promessas de retaliação feitas pelo presidente Volodymyr Zelensky. Na última sexta-feira (15), Zelensky havia declarado que a Ucrânia não deixaria impune nenhum ataque do agressor que resultasse na perda de vidas de seu povo. A advertência surgiu após um violento ataque russo contra Kiev, que deixou 24 mortos, incluindo três crianças, horas depois do encerramento de um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos. Após reunião com autoridades militares e de inteligência para discutir ações retaliatórias de longo alcance, o presidente ucraniano confirmou a autorização de tais operações, mencionando um ataque a uma refinaria de petróleo russa em Ryazan, no centro do país, que havia provocado um grande incêndio.

Ciclo de Violência: Ataques Russos Anteriores Impulsionam a Resposta

Este evento insere-se em um padrão de escalada mútua. A Rússia, que iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, lançou mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra alvos ucranianos ao longo de dois dias consecutivos, entre 12 e 15 de maio, segundo informações das autoridades de Kiev. Esses ataques resultaram em mais seis mortes no oeste do país, longe da linha de frente, além das vítimas em Kiev. O próprio Ministério da Defesa russo, através da agência estatal RIA, confirmou a realização de ataques 'massivos' contra a Ucrânia nesse período, evidenciando um ciclo contínuo de agressões e respostas que intensifica o conflito em ambos os lados da fronteira.

A intensificação dos ataques de drones da Ucrânia sobre o território russo, culminando na maior ofensiva em Moscou em mais de um ano, sublinha a dinâmica implacável de retaliação que caracteriza a guerra. Com perdas civis e danos à infraestrutura em ambos os lados, o conflito demonstra uma escalada preocupante, afastando qualquer perspectiva de desescalada e reiterando a volatilidade da situação geopolítica na região. A interdependência das ações militares e as declarações de ambos os lados indicam que o ciclo de violência está longe de um fim, com as consequências se espalhando para além das linhas de frente tradicionais.

Fonte: https://g1.globo.com

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