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PGR Defende Manutenção da Prisão Domiciliar de Jair Bolsonaro ao STF

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou nesta quarta-feira (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer que endossa a continuidade da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação da PGR foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Suprema Corte, após um incidente envolvendo a apreensão de uma arma que havia sido atribuída ao ex-presidente.

A Análise da Procuradoria-Geral da República

Em sua avaliação, o procurador-geral Paulo Gonet posicionou-se favoravelmente à manutenção do regime de prisão domiciliar de Bolsonaro. Gonet fundamentou sua recomendação citando a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que optou por não indiciar o ex-presidente no episódio da arma. Segundo o parecer, a conclusão da autoridade policial tem "bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio", o que impede a imputação de "falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena" ao sentenciado.

O Caso da Apreensão da Arma e o Posicionamento Policial

O incidente que motivou a solicitação de parecer pela PGR ocorreu quando uma arma, supostamente pertencente ao ex-presidente, foi apreendida. Contudo, o delegado Thiago Boeing, da Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pela investigação, decidiu não indiciar Jair Bolsonaro. O entendimento do delegado foi que a arma é legalizada e pertence ao ex-presidente, e que este não estava proibido de tê-la em sua residência, onde cumpre a pena de prisão domiciliar.

Apesar da decisão de não indiciar Bolsonaro, o delegado Boeing concluiu que Estácio Leite, segurança do ex-presidente, deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O militar do Exército foi parado em uma blitz na capital federal com a arma, alegando que a levaria para conserto, versão que foi posteriormente confirmada pela defesa de Bolsonaro.

Recomendação para o Armamento

Especificamente sobre o armamento apreendido, o procurador-geral Paulo Gonet recomendou que a arma continue sob custódia das autoridades. Gonet argumentou que a condição atual de Bolsonaro como custodiado é "incompatível com a posse de arma de fogo", independentemente da legalidade do registro ou da ausência de indiciamento direto ao ex-presidente no caso de porte.

Contexto da Prisão Domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde 27 de março deste ano, como parte de sua condenação a 27 anos e três meses de prisão. A pena foi imposta em um processo relacionado à trama golpista. A atual manifestação da PGR se insere neste contexto mais amplo, avaliando se o episódio da apreensão da arma deveria alterar o regime de cumprimento de pena estabelecido.

Com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República pela manutenção da prisão domiciliar, a decisão final sobre o destino do ex-presidente e o status da arma apreendida agora recai sobre o ministro Alexandre de Moraes e, posteriormente, o colegiado do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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