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Operação Sem Desconto: PF e CGU Aprofundam Investigação Contra Fraudes Previdenciárias

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, intensificando o combate a um complexo e abrangente esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A ação conjunta, que se estende por Pernambuco, São Paulo, Paraíba e o Distrito Federal, visa desarticular a rede criminosa responsável por lesar milhares de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Detalhamento da Nova Etapa da Investigação

Nesta fase específica da operação, as autoridades estão executando 31 mandados de busca e apreensão, visando coletar novas evidências e documentos. Adicionalmente, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com outras determinações constritivas, que buscam limitar a atuação dos envolvidos e impedir a continuidade das práticas ilícitas.

O objetivo primordial desta etapa é aprofundar as investigações sobre diversos crimes contra a administração pública. Entre as tipificações penais apuradas, destacam-se a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e complexos atos de ocultação e dilapidação patrimonial, conforme esclarecido pela Polícia Federal. A ação é crucial para a completa elucidação da teia criminosa e a responsabilização dos seus membros.

O Histórico das Ações Contra Fraudes Previdenciárias

As investigações contra os descontos indevidos em benefícios do INSS têm um histórico. Em março deste ano, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, que consistiu em um desdobramento direto da Operação Sem Desconto. Naquela ocasião, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, com foco nas regiões do Ceará e do Distrito Federal.

A gênese dessas operações remonta a abril de 2023, quando a própria Operação Sem Desconto foi iniciada. Desde o princípio, as investigações identificaram irregularidades massivas relacionadas à aplicação de descontos de mensalidades associativas não autorizadas diretamente sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alertando para a vulnerabilidade dos beneficiários.

A Dimensão do Prejuízo e a Resposta Inicial do Estado

A magnitude financeira do esquema é alarmante. As estimativas indicam que as entidades sob investigação realizaram descontos indevidos de aposentados e pensionistas que totalizam cerca de R$ 6,3 bilhões no período compreendido entre 2019 e 2024. Este valor expressivo sublinha o impacto direto e devastador nas finanças de milhares de segurados que dependem desses benefícios para sua subsistência.

Na fase inicial da Operação Sem Desconto, a mobilização das forças de segurança foi considerável, contando com a participação de aproximadamente 700 policiais federais e 80 servidores da CGU. Naquela ocasião, foram cumpridos mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão e ordens de sequestro de bens que somavam mais de R$ 1 bilhão. Além disso, foram efetuadas seis prisões temporárias em diversos estados e no Distrito Federal, e pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções, demonstrando o alcance e a complexidade da fraude.

As contínuas fases da Operação Sem Desconto reafirmam o compromisso das autoridades federais em combater veementemente as práticas fraudulentas que lesam os beneficiários do INSS e comprometem a integridade da administração pública. A ação coordenada entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União reforça a vigilância e a determinação em assegurar que os direitos dos aposentados e pensionistas sejam plenamente protegidos e respeitados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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