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Mercado de Trabalho Brasileiro Alcança Mínimo Histórico de Desocupação no 2º Trimestre

Redação

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre, marcando o menor nível já observado para o período desde 2012, ano de início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30), reflete uma trajetória de recuperação e expansão do mercado de trabalho, consolidando uma queda significativa frente aos 6,1% registrados no primeiro trimestre do ano e aos 5,8% do mesmo período de 2025.

A Dinâmica da População Ocupada e Desocupada

Durante o segundo trimestre, o país alcançou a marca de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão de indivíduos em relação ao trimestre anterior. Paralelamente a esse crescimento no número de postos de trabalho, a população desocupada apresentou uma retração considerável, totalizando 5,9 milhões de pessoas. Isso representa uma diminuição de 10%, ou 718 mil indivíduos, se comparado ao primeiro trimestre. Esses números demonstram um fortalecimento da capacidade do mercado em absorver mão de obra e reduzir a ociosidade.

Destaque Setorial e o Panorama da Informalidade

A análise da Pnad Contínua revela que alguns setores foram particularmente dinâmicos na geração de empregos entre o primeiro e o segundo trimestres. O segmento de Transporte, armazenagem e correio expandiu-se em 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas. Já o agrupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve um crescimento ainda mais expressivo, de 2,6%, resultando na criação de 489 mil vagas. Em termos de formalização, o período de abril a junho registrou 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 13,6 milhões exerciam suas atividades sem o registro formal. A taxa de informalidade na população ocupada permaneceu em 37,4% no segundo trimestre.

Evolução do Rendimento Médio e Contexto Histórico

O rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores brasileiros atingiu R$ 3.738 no segundo trimestre, configurando o maior valor já apurado para este período do ano na série histórica. Contudo, é importante notar que este valor se situa ligeiramente abaixo dos R$ 3.765 registrados no primeiro trimestre de 2026. Em uma perspectiva mais ampla da Pnad Contínua, a menor taxa de desocupação já observada foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Em contraste, os períodos de maior desemprego ocorreram durante a pandemia de Covid-19, atingindo 14,9% nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

Metodologia da Pnad Contínua e Complementaridade com o Caged

A Pnad Contínua, conduzida pelo IBGE, investiga o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, abarcando todas as modalidades de ocupação, sejam elas formais, informais, temporárias ou por conta própria. Para ser considerada desocupada, uma pessoa precisa ter procurado efetivamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios em todas as unidades da federação. A definição de trabalhadores informais, para fins da Pnad, inclui empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, que não contam com benefícios como seguro-desemprego, férias remuneradas e 13º salário. Em um panorama complementar, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foca exclusivamente no cenário de empregos formais. Segundo o Caged, junho apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais, elevando o balanço acumulado de 2026 para 921,7 mil postos de trabalho com carteira assinada criados.

O conjunto de dados apresentados pelo IBGE reforça uma tendência positiva no mercado de trabalho brasileiro, com a queda da taxa de desocupação e o aumento da população ocupada e do rendimento médio. Essa evolução indica uma resiliência econômica e um caminho de recuperação que, apesar dos desafios, aponta para um cenário mais favorável para os trabalhadores no país.

Fonte: https://jornaldematogrosso.com.br

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