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Lula Aceita Todas as Condições de Flávio Bolsonaro para Quebra de Sigilo em Acordo por Transparência

© Reuters/DIEGO HERCULANO/Proibida reprodução

Em um movimento que intensifica o debate sobre transparência e probidade na reta final das eleições, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou integralmente as condições impostas por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para a quebra recíproca de sigilos bancário e telefônico. A informação foi confirmada pelo coordenador da campanha petista, Camilo Santana, que detalhou os próximos passos dessa iniciativa.

Acordo Abrangente por Transparência Total

Camilo Santana afirmou que a resposta do presidente Lula foi de aceitação sem ressalvas a todas as condicionantes apresentadas por Flávio Bolsonaro. O acordo prevê a abertura dos sigilos do próprio candidato petista, de sua esposa, filhos e, conforme a demanda de Bolsonaro, de outros indivíduos ligados a ele. A condição primordial para o cumprimento de Lula é que o candidato do PL também honre o compromisso e divulgue os dados correspondentes, conforme o pedido protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para formalizar a adesão de Lula, Camilo Santana anunciou que estará no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta oficial. Este mesmo horário e data foram estabelecidos como prazo final para que Flávio Bolsonaro e seus familiares apresentem a documentação necessária para a abertura de seus sigilos bancário e telefônico.

As Exigências e a Origem do Desafio

O embate sobre a quebra de sigilos teve início no último domingo (18), durante o primeiro debate presidencial, quando Lula lançou o desafio a Flávio Bolsonaro, propondo a revelação mútua de dados para “revelar quem é honesto e quem é ladrão”. Na terça-feira (20), o candidato do PT já havia protocolado no TSE um requerimento autorizando a divulgação de seus próprios dados, aguardando a posição do adversário.

Em resposta, na quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro condicionou sua aceitação a uma ampliação do escopo dos sigilos de Lula. Ele exigiu a inclusão dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, a publicização dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, e a quebra dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula, entre outras demandas. Todas essas exigências foram agora formalmente aceitas pela campanha petista.

A Urgência dos Próximos Passos na Reta Final

A proximidade do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), confere uma urgência especial a este desdobramento. Camilo Santana enfatizou a importância de Flávio Bolsonaro cumprir sua parte no acordo dentro do prazo estabelecido, rejeitando qualquer possibilidade de postergação. “Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, declarou o coordenador da campanha de Lula, destacando a necessidade de uma ação imediata por parte do candidato do PL.

A campanha petista também aproveitou a oportunidade para reforçar a crítica à demora de Flávio Bolsonaro em aceitar o desafio inicial. “Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, pontuou Camilo Santana, sugerindo que a hesitação prévia do adversário era infundada, dado o desfecho atual.

A aceitação das condições de Flávio Bolsonaro por Lula transforma a questão da transparência em um ponto central da disputa eleitoral a poucos dias do pleito, colocando ambos os candidatos sob o escrutínio público em relação à sua disposição de abrir informações financeiras e telefônicas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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