PUBLICIDADE

Governo Anuncia Envio de Medida Provisória do Imposto Seletivo e Detalha Próximos Passos da Reforma Tributária

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal movimenta-se para consolidar mais um pilar fundamental da reforma tributária. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a iminente submissão de uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional, que visa regulamentar o Imposto Seletivo. A iniciativa, prevista para esta terça-feira, 3 de outubro, marca um avanço significativo na implementação das mudanças acordadas para o sistema tributário brasileiro, prometendo um diálogo final com a presidência antes de seu destino legislativo.

Regulamentação do Imposto Seletivo: Próximos Passos no Congresso

A Medida Provisória, que já concluiu sua tramitação interna no Ministério da Fazenda, aguarda apenas o despacho final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser formalmente encaminhada ao Legislativo. A expectativa do ministro Durigan é que este envio ocorra ainda na presente data, solidificando o cronograma de implementação da reforma. Esta etapa é crucial para detalhar os mecanismos operacionais do novo tributo, conhecido popularmente como 'imposto do pecado', que incidirá sobre bens e serviços específicos, geralmente considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Acordo Setorial e o Modelo de Transição para o Novo Tributo

Para garantir uma transição suave e equitativa, o governo firmou um acordo com os setores da economia que serão impactados pelo Imposto Seletivo. Este pacto visa a manutenção da carga tributária atualmente praticada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), evitando aumentos inesperados e promovendo apenas ajustes decorrentes da mudança na base de cálculo. O plano de transição estabelece que o IPI permanecerá em vigor temporariamente para os segmentos afetados até janeiro de 2027, com o início da cobrança do Imposto Seletivo programado para fevereiro do mesmo ano.

Adicionalmente, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) será enviada ao Congresso para viabilizar legalmente a prorrogação do IPI, assegurando a segurança jurídica do processo. O modelo definitivo do Imposto Seletivo, que entrará em vigor a partir de 2028, continuará sendo pauta de debates e aprimoramentos no Congresso ao longo de 2027, permitindo que o Legislativo finalize sua estrutura permanente.

A Reforma Tributária e a Oportunidade de Revisão das Alíquotas da CBS

Além da regulamentação do Imposto Seletivo, a discussão sobre a reforma tributária se aprofunda com a análise das alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O ministro Durigan defendeu os parâmetros atuais, destacando que as projeções para a CBS se mostram mais favoráveis do que propostas anteriores. Ele ressaltou que a alíquota estimada ficou abaixo dos 12% sugeridos no projeto enviado ao Congresso pelo ex-ministro Paulo Guedes.

Cálculos apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) indicam uma alíquota máxima de 11,3% e uma média próxima de 8,5%. Estes números, segundo Durigan, abrem um precedente importante: a possibilidade de o Congresso Nacional revisar as exceções e regimes favorecidos que foram incluídos durante a tramitação da reforma, criando um espaço para uma eventual redução gradual das alíquotas e buscando uma distribuição mais justa e apropriada da carga tributária no futuro.

O envio da Medida Provisória do Imposto Seletivo e as discussões em torno das alíquotas da CBS representam passos decisivos na concretização da reforma tributária brasileira. O governo demonstra empenho em avançar com a regulamentação dos novos tributos, ao mesmo tempo em que busca garantir uma transição negociada e aprimorar o sistema fiscal para torná-lo mais eficiente e equitativo. A continuidade do diálogo entre o Executivo e o Legislativo será fundamental para moldar o futuro tributário do país, impactando diretamente cidadãos e empresas nos próximos anos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE