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Escalada Mútua: Moscou Sofre Novo Ataque a Refinaria Enquanto Kiev é Bombardeada e Zelensky Articula Apoio no G7

G1

O conflito em Eastern Europe testemunhou uma significativa escalada nesta quinta-feira, marcada por uma onda dupla de ataques que atingiu tanto a capital russa quanto cidades ucranianas. Pela segunda vez em apenas três dias, uma refinaria em Moscou foi alvo de drones, sinalizando uma crescente audácia nas ações ucranianas. Concomitantemente, Kiev e outras regiões da Ucrânia foram novamente atingidas por mísseis russos, intensificando a brutalidade do confronto. Estes eventos militares se desenrolam em um cenário de intensa atividade diplomática, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em busca de apoio crucial junto aos líderes do G7.

Moscou Alvo de Ataques com Drones e Consequências Econômicas

O mais recente incidente em território russo envolveu a refinaria de petróleo de Moscou, que foi atingida por drones ucranianos nesta quinta-feira (18). Este ataque sucede outro ocorrido na terça-feira (16), confirmando uma vulnerabilidade repetida em infraestruturas energéticas críticas. As operações aéreas na capital russa foram momentaneamente suspensas no principal aeroporto, gerando interrupções no tráfego e evacuando pessoas, enquanto fumaça densa tomava o céu da cidade. Além da refinaria, relatos indicaram danos a um edifício residencial, uma instalação industrial e diversas residências.

Em resposta, a Rússia informou ter destruído impressionantes 555 drones em todo o país, com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, destacando a interceptação de 180 aeronaves não tripuladas apenas na região da capital. A recorrência desses ataques, especialmente à refinaria, levanta preocupações significativas para a economia russa. Fontes do setor preveem que o país, que é o terceiro maior produtor global de petróleo e um grande exportador de combustível, poderá ser forçado a importar gasolina este mês para mitigar os impactos de uma possível escassez, evidenciando as sérias repercussões da guerra em sua infraestrutura vital.

Bombardeios Russos Atingem Cidades Ucranianas e Deixam Vítimas

Em uma cruel simetria da escalada militar, a Ucrânia também enfrentou uma nova onda de ataques russos. A capital Kiev foi alvo de mísseis balísticos, segundo autoridades municipais, desencadeando alertas aéreos em grande parte do território ucraniano. A violência se estendeu a outras regiões, como Sumy, no nordeste do país, onde um ataque de drone resultou na morte de uma pessoa.

Estes incidentes somam-se a uma série de ataques devastadores ocorridos recentemente. No início da semana, um ataque de grandes proporções em Kiev já havia causado a morte de dez pessoas e provocado um incêndio severo, destruindo parte da histórica Lavra de Kyiv-Pechersk. Este mosteiro, um dos mais antigos e importantes centros cristãos do país e patrimônio da UNESCO, teve seu telhado danificado, apesar da Rússia ter negado a autoria do bombardeio ao local religioso.

Zelensky Busca Reforço Militar e Sanções no G7

Em meio à intensificação dos combates, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dedicou-se a uma intensa agenda diplomática na cúpula do G7, realizada na França. Sua principal missão foi articular maior apoio internacional, pressionando por novas sanções contra a Rússia e reforçando o compromisso com a adesão da Ucrânia à União Europeia. A reunião, que ocorreu a portas fechadas, contou com a presença de líderes como o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, entre outros representantes das maiores economias democráticas do mundo.

Um diplomata francês, em condição de anonimato, revelou à Reuters que houve um consenso entre os líderes do G7: a dinâmica atual no campo de batalha favorece a Ucrânia. Consequentemente, foi reafirmado o compromisso de fornecer mais recursos de defesa aérea a Kiev. O próprio Zelensky enfatizou à Reuters que "Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível", mencionando discussões sobre sanções aos setores de energia, bancário e militar russos. Complementando, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, anunciou que a Alemanha financiará 200 milhões de euros, o equivalente a um quarto de um pacote de armas dos EUA.

Em suas declarações e em uma publicação na rede social X, Zelensky delineou as prioridades urgentes: a necessidade de mais mísseis de defesa aérea, juntamente com licenças para sua produção, um pacote de apoio para o inverno e a intensificação da pressão sobre a Rússia. O presidente ucraniano ressaltou a importância da implementação dessas discussões para que "a Rússia aprenda que sua guerra nunca será normalizada". O presidente Donald Trump também comentou sobre a reunião, descrevendo-a como "muito boa" e expressando seu desejo de fazer o possível para encerrar o conflito.

A simultaneidade dos ataques em Moscou e Kiev sublinha a natureza recíproca e brutal do conflito, onde ambas as capitais sentem o peso da guerra. Enquanto a Rússia enfrenta a ameaça crescente a sua infraestrutura energética, a Ucrânia continua a sofrer com bombardeios que ceifam vidas e destroem seu patrimônio. No entanto, a determinação em Kiev é acompanhada por um reforço no apoio internacional, solidificado pelos compromissos do G7, que sinalizam um caminho de resistência e esperança em meio à devastação. O cenário permanece volátil, com a balança entre a escalada militar e a pressão diplomática moldando os próximos capítulos deste conflito prolongado.

Fonte: https://g1.globo.com

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