A imprensa britânica agitou o cenário da realeza com notícias sobre o possível retorno do Príncipe Harry, de 41 anos, e sua esposa Meghan Markle, de 45, ao Reino Unido. Seis anos após se mudarem para os Estados Unidos e quatro após o rompimento formal com a família real, o casal, conhecido como Duques de Sussex, estaria se preparando para reassentar em solo britânico. Embora a informação não tenha sido oficialmente confirmada, múltiplos veículos apontam para um movimento iminente que reacende debates sobre sua relação com a coroa e o futuro de sua vida pública.
Os Sinais de um Novo Começo em Solo Britânico
Entre os indícios mais fortes do retorno está a matrícula dos filhos do casal, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, em uma escola britânica, com o ano letivo previsto para começar em setembro. Este passo fundamental sugere um planejamento concreto para a mudança. Adicionalmente, fontes da imprensa indicam que uma nova residência já teria sido escolhida – uma propriedade que não pertence à coroa. Entre as localidades especuladas estão a região de Northampton, ligada à família Spencer (materna de Harry), e Cotswolds, um reduto de celebridades no centro-oeste da Inglaterra. A imprensa britânica ainda reporta que o Rei Charles III, pai de Harry, teria sido informado sobre esses planos.
Revisitando as Origens da Partida e os Desafios Pendentes
O hipotético retorno dos Duques de Sussex inevitavelmente traz à tona as complexas razões que os levaram a deixar o Reino Unido em 2020. A professora Nathalie Weidhase, da Universidade de Surrey, destaca que a atenção pública e midiática pode se voltar aos conflitos preexistentes, como as preocupações com a segurança da família e o racismo sofrido por Meghan Markle. Somam-se a isso os atritos familiares intensificados após o lançamento da autobiografia de Harry, 'O Que Sobra', onde ele expôs episódios privados da realeza. Além disso, a questão da segurança permanece uma incógnita, visto que Harry perdeu uma batalha judicial em 2025 pelo direito à proteção policial financiada pelo governo britânico.
As relações com seu irmão, o Príncipe William, herdeiro do trono, e com o Rei Charles III, também figuram entre os desafios a serem enfrentados. Após anos de afastamento, o soberano e a Rainha Camilla receberam Harry, Meghan e seus filhos pela primeira vez em quatro anos no início de julho, um encontro que pode sinalizar uma tentativa de reaproximação.
Entre Projetos Pessoais e a Percepção Pública Britânica
O tabloide Daily Mail interpretou o possível retorno como uma admissão de que os projetos do casal nos Estados Unidos não alcançaram o sucesso esperado. Após contratos com a Netflix e outros empreendimentos, Meghan lançou sua marca 'As Ever', focada em produtos como geleias e velas. A professora Weidhase questiona se eles continuarão com essas atividades comerciais ou se o retorno marcará uma nova fase como membros ativos da realeza. Ed Owens, especialista em realeza, sugere que, embora razões familiares como o desejo de criar os filhos no Reino Unido sejam primordiais, a incompatibilidade de seus projetos empresariais com a filosofia de serviço da realeza, que preza o bem comum em detrimento de fins econômicos, também pode ter influenciado a decisão.
A aceitação pública no Reino Unido é outro fator crucial. Pesquisas recentes da YouGov indicam que a popularidade dos Duques de Sussex é baixa, com apenas 22% da população tendo uma opinião positiva sobre Meghan e 33% sobre Harry. Apesar disso, Harry mantém patronatos de diversas organizações beneficentes em seu país natal, demonstrando um vínculo contínuo com a causa social britânica.
Um Futuro Incerto e a Busca por Reconciliação
Ainda que as informações sobre o retorno dos Duques de Sussex ganhem força, muitas questões permanecem sem resposta. A forma como a segurança da família será garantida, a dinâmica de suas relações com a família real – especialmente com o Príncipe William, que não se pronunciou sobre o anúncio – e o papel que eles desempenharão na vida pública britânica são pontos-chave. Harry expressou repetidamente seu desejo de 'reconciliação' com a família, e este potencial retorno pode ser um passo significativo nessa direção. No entanto, a trajetória dos Duques de Sussex, marcada por rupturas e novas iniciativas, indica que seu futuro no Reino Unido, embora promissor para alguns, será certamente complexo e sob intenso escrutínio.
Fonte: https://g1.globo.com