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Aprovação de Trump Atacanha Mínima Histórica, Refletindo Crescente Descontentamento e Desafios para as ‘Midterms’

Ipsos/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou um novo marco negativo em sua aprovação, que caiu para <b>31%</b>, segundo os resultados de uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira. Este índice representa um novo recorde de baixa para sua gestão, ao passo que a desaprovação atingiu sua máxima histórica de <b>66%</b>. A pesquisa oferece um panorama crítico sobre a percepção pública da liderança do presidente, especialmente em um período antecedente às importantes eleições de meio de mandato.

Recorde Negativo e Metodologia da Pesquisa

Os números mais recentes da Reuters/Ipsos revelam uma queda contínua na popularidade de Trump. Enquanto a aprovação recuou de 32% em 5 de outubro para os atuais 31%, a desaprovação aumentou de 65% para 66% no mesmo período. A análise foi conduzida online entre 16 e 19 de outubro, ouvindo 1.679 adultos em todo o território americano, e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os demais entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

Críticas Acentuadas em Áreas Essenciais

O levantamento detalha que a desaprovação supera a aprovação em todas as áreas avaliadas do governo Trump, indicando uma insatisfação generalizada. O saldo negativo mais expressivo foi observado no custo de vida (-54 pontos), seguido pela economia (-45 pontos) e política internacional (-34 pontos). A avaliação geral da administração apresentou um saldo negativo de -35 pontos, enquanto a imigração registrou -20 pontos. Esta performance sublinha as dificuldades do governo em obter apoio popular em tópicos cruciais para o cotidiano dos eleitores.

A condução das políticas econômicas, em particular, tornou-se um ponto de forte descontentamento. Um total de <b>68%</b> dos entrevistados desaprova a gestão econômica do presidente, o que representa um aumento de seis pontos percentuais em relação aos dados de 5 de outubro e configura o pior resultado na série histórica de ambos os mandatos de Donald Trump, sinalizando uma preocupação crescente do eleitorado com a estabilidade financeira e o poder de compra.

Impacto nas Eleições de Meio de Mandato ('Midterms')

A pesquisa também investigou as intenções de voto para as eleições de meio de mandato, conhecidas como 'midterms', agendadas para 3 de novembro, nas quais serão renovadas todas as cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Entre os eleitores registrados, <b>47%</b> manifestaram a intenção de votar em candidatos do Partido Democrata, em oposição aos <b>35%</b> que preferem o Partido Republicano do presidente.

A vantagem de <b>12 pontos percentuais</b> dos Democratas é a maior registrada nas pesquisas Reuters/Ipsos para este ciclo eleitoral, sugerindo um cenário desafiador para os Republicanos. Atualmente, ambos os braços do Congresso americano são controlados pelo Partido Republicano. No entanto, os dados indicam uma forte possibilidade de que os Democratas possam conquistar a maioria em ambas as Casas, um movimento que alteraria significativamente o equilíbrio de poder em Washington. O agregador de pesquisas 'Race to the White House' corrobora essa tendência, atribuindo aos Democratas 73% de probabilidade de conquistar o Senado e 89% a Câmara.

Perspectivas Futuras para a Presidência

Os resultados desta pesquisa Reuters/Ipsos pintam um quadro de crescente insatisfação com a administração de Donald Trump e sugerem um desafio considerável para o Partido Republicano nas próximas eleições de meio de mandato. A combinação de uma aprovação em baixa histórica e o forte desejo por mudança, refletido nas intenções de voto para o Congresso, indicam um período de intensa disputa política e um potencial reajuste do cenário legislativo, com profundas implicações para os últimos anos da presidência de Trump.

Fonte: https://g1.globo.com

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