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SUS: Nova Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente Entra em Vigor

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com o objetivo de transformar o panorama da saúde pública no Brasil, a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (PNQSP) no Sistema Único de Saúde (SUS) foi oficialmente instituída e inicia sua implementação em todo o território nacional. A medida, que visa aprimorar continuamente o atendimento, foca na prevenção de riscos e danos evitáveis, promovendo uma assistência mais eficiente e centrada nas necessidades do cidadão.

Fundamentos e Alcance da Nova Política

Publicada no Diário Oficial da União, a PNQSP estabelece um conjunto de diretrizes que deverão ser progressivamente adotadas por uma vasta gama de instituições. Isso inclui não apenas os serviços públicos, mas também entidades privadas, filantrópicas, civis e militares, além de unidades de ensino e pesquisa que integram ou se vinculam ao SUS. O escopo abrangente da política sublinha o compromisso com a padronização e elevação da qualidade em todos os níveis da prestação de serviços de saúde no país.

Entre seus principais objetivos, a política busca uma significativa redução de incidentes e eventos adversos associados à assistência em saúde. Para isso, preconiza a integração fluida entre os diversos níveis de atendimento, garantindo uma continuidade e coordenação mais eficazes dos cuidados prestados aos pacientes, desde a atenção primária até os serviços de alta complexidade.

Engajamento Cidadão e Diretrizes Essenciais

Um dos pilares inovadores da PNQSP é o forte incentivo à participação ativa de pacientes, seus familiares e cuidadores no processo de decisão clínica. Essa abordagem visa empoderar o cidadão, tornando-o um parceiro fundamental na construção de seu plano de cuidados e na vigilância da segurança, reforçando a centralidade do paciente no sistema de saúde.

As diretrizes que norteiam a política são amplas e estratégicas. Elas incluem a integração da qualidade e segurança do paciente nos instrumentos de planejamento e financiamento do SUS, garantindo que esses aspectos sejam priorizados desde a concepção de programas até a alocação de recursos. Adicionalmente, a política visa fortalecer a governança interfederativa, promovendo uma atuação colaborativa entre União, estados e municípios. Por fim, há um foco robusto na incorporação de tecnologias digitais e inovações para otimizar o cuidado em saúde, impulsionando a eficiência e a modernização dos serviços.

Estrutura de Implementação e Focos Prioritários

A implementação da PNQSP será desdobrada através de dimensões estratégicas bem definidas. Estas envolvem aprimoramento da governança, gestão institucional eficiente, refinamento das práticas assistenciais, investimento em educação em saúde e o uso inteligente de dados para embasar decisões. Tais dimensões se articulam em eixos de ação que orientam a execução prática da política em todos os níveis de atenção à saúde.

A portaria que institui a política também delineia áreas prioritárias para intervenção, visando um impacto direto na segurança do paciente. Entre elas, destacam-se a garantia da segurança na atenção primária, em ambientes hospitalares, nos serviços de urgência e no atendimento domiciliar. A lista inclui, ainda, o uso seguro de medicamentos, a prevenção rigorosa de infecções relacionadas à assistência à saúde, a identificação correta do paciente em todas as etapas do tratamento e a promoção de uma comunicação eficaz e transparente entre as equipes de saúde.

Governança Compartilhada e Monitoramento Contínuo

A responsabilidade pela efetivação da PNQSP será compartilhada e progressiva, envolvendo a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. O Ministério da Saúde assume um papel central de coordenação da estratégia nacional, encarregando-se da definição de indicadores para avaliação, do apoio técnico aos entes federativos e da promoção de ações contínuas de capacitação e sensibilização para todos os profissionais e gestores envolvidos.

Este modelo de governança visa assegurar que a política não apenas se integre a iniciativas já existentes, como o Programa Nacional de Segurança do Paciente, mas que também promova um avanço estruturado e consistente na qualidade do atendimento oferecido. A colaboração federativa é crucial para que as ações sejam capilarizadas e adaptadas às realidades regionais, garantindo a efetividade em escala nacional.

A implementação da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente representa um marco significativo para o SUS. Ao estabelecer um arcabouço sólido para a melhoria contínua da assistência, a política não apenas alinha as práticas brasileiras às melhores referências internacionais, mas também reafirma o compromisso do sistema com a vida e o bem-estar dos cidadãos. O objetivo final é construir um SUS mais seguro, humanizado e eficiente, onde cada paciente receba o cuidado que merece, com a máxima qualidade e menor risco possível.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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