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Ataque de Drone na Romênia: Putin Nega Responsabilidade Enquanto Tensão Geopolítica Aumenta

G1

A Romênia, membro da OTAN, viu-se no centro de uma escalada de tensões internacionais após um drone atingir um edifício residencial na cidade de Galati, perto da fronteira com a Ucrânia, na madrugada de sexta-feira (29), resultando em dois feridos. O incidente provocou uma imediata condenação de Bucareste, que apontou a Rússia como responsável, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, rechaçou as acusações, sugerindo uma origem incerta do aparelho e desafiando a Romênia a apresentar provas.

O Incidente em Galati e a Resposta Romena

O Ministério da Defesa da Romênia detalhou que, na noite de 28 para 29 de maio, durante uma nova onda de ataques russos a alvos civis e infraestrutura ucraniana próximos à sua fronteira fluvial, um drone penetrou o espaço aéreo romeno. O aparelho foi rastreado por radar até a porção sul de Galati, onde se chocou contra o telhado de um prédio residencial, causando um incêndio e ferindo duas pessoas. As autoridades romenas classificaram o ocorrido como uma "grave violação do direito internacional".

Embora a Romênia tenha detectado diversas incursões de drones desde o início da ofensiva russa na Ucrânia em fevereiro de 2022, este incidente marca a primeira vez que um dispositivo se choca contra uma edificação residencial. Em ocasiões anteriores, caças F-16 romenos chegaram a ser acionados da base aérea de Fetesti para interceptar aeronaves não tripuladas detectadas nas proximidades do espaço aéreo nacional.

A Contestação de Moscou e o Desafio de Putin

Questionado sobre o ataque em Galati durante uma coletiva de imprensa horas após o bombardeio, o presidente Vladimir Putin negou conhecimento do incidente e rejeitou peremptoriamente a responsabilidade russa. O líder do Kremlin desafiou a Romênia a apresentar os destroços do drone para uma investigação, sugerindo que a origem poderia ser ucraniana, em uma referência a episódios passados de drones ucranianos que teriam invadido espaços aéreos de países como Polônia e Bálticos.

A postura russa de questionar a proveniência do drone adiciona uma camada de complexidade e disputa à já volátil situação na região, dificultando a atribuição formal e alimentando a retórica de desinformação em meio ao conflito.

Repercussões Internacionais e Ações da OTAN

Em resposta à violação de seu espaço aéreo e ao ataque, a Romênia convocou o embaixador russo para tratar do assunto. O presidente romeno, Nicusor Dan, e o ministro das Relações Exteriores da França reiteraram a não aceitação de que a guerra de agressão russa contra a Ucrânia se estenda aos cidadãos romenos, exigindo esclarecimentos e responsabilização.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) prontamente condenou a "imprudência" da Rússia e afirmou que intensificará suas defesas contra todas as ameaças, incluindo drones, como resposta ao incidente. Além disso, a aliança está preparando o 21º pacote de sanções contra a Rússia e foi solicitada pela Romênia a acelerar a transferência de capacidades antidrone para o país, visando reforçar sua segurança contra futuras incursões.

Um Padrão de Ataques Aéreos na Região

O incidente em Galati não foi o único ataque com drone relatado na madrugada da sexta-feira. Após um novo alerta aéreo na Ucrânia, outro drone, igualmente atribuído à Rússia pela marinha ucraniana, teria provocado um incêndio em um navio de carga turco, ferindo dois tripulantes. Estes episódios recentes sublinham a persistência e a abrangência dos ataques aéreos na região do Mar Negro e nas proximidades da fronteira ucraniana, com consequências que transcendem o campo de batalha direto e atingem civis e infraestruturas em países vizinhos.

A frequência dessas incursões aéreas evidencia a complexidade da guerra e o risco de transbordamento para nações adjacentes, elevando o nível de alerta e exigindo respostas coordenadas de segurança e defesa na Europa Oriental.

O ataque em território romeno e a subsequente negação russa aprofundam a crise de segurança na Europa, colocando em destaque a necessidade de vigilância constante e de reforço das capacidades defensivas dos países da OTAN. A situação demonstra a contínua imprudência da Rússia e o desafio de garantir a estabilidade regional diante de um conflito que persiste em gerar repercussões internacionais imprevisíveis.

Fonte: https://g1.globo.com

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