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Ilusionista Narra Pânico e Encontro Íntimo com Trump Durante Tiroteio em Jantar dos Correspondentes

G1

O Jantar dos Correspondentes da Casa Branca de 2026, tradicionalmente um evento de gala e humor, transformou-se abruptamente em um cenário de pânico e medo no último sábado (25). No epicentro dessa reviravolta estava o renomado ilusionista Oz Pearlman, que, em meio a um truque para o então presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, viu a magia ceder lugar ao caos dos disparos, conforme revelou em relatos emocionados.

O Truque Interrompido e a Escalada do Pânico

Oz Pearlman estava em um momento crucial de sua performance, na mesa presidencial, tentando adivinhar um nome pensado pela porta-voz Karoline Leavitt. Era o ponto alto de seu número quando a interrupção ocorreu. Inicialmente, os estrondos foram confundidos pelo ilusionista com uma emergência médica ou o barulho de pratos caindo ao chão. Contudo, a situação escalou rapidamente para um medo mais profundo. Não ouvindo os tiros de imediato, Pearlman chegou a temer que uma bomba pudesse ter sido detonada na sala, questionando-se em desespero: “Oh não, nós vamos morrer?”. A incerteza da origem do som adicionou uma camada aterrorizante à experiência, transformando o palco em um palco de potenciais horrores.

A Proteção Presidencial e o Contato Imediato

A reação dos agentes do Serviço Secreto foi imediata e decisiva. Testemunhando de uma proximidade assustadora, Pearlman descreveu a ação para proteger Trump. Os seguranças prontamente derrubaram o presidente no chão, e o ilusionista, por sua vez, agiu por instinto, jogando-se logo ao lado, a poucos centímetros de distância. Ele relatou o intenso contato visual com o ex-presidente naquele momento crítico: “Ele estava virado para a direita do palco, eu para a esquerda — estávamos bem próximos um do outro. Eu me virei e olhei. Ele se virou e olhou diretamente nos meus olhos”. Essa fração de segundo de conexão intensa precedeu a rápida retirada de Trump do local pelos agentes, em meio ao caos que se instalara.

A Fuga Pós-Evacuação e as Repercussões

Com a rápida retirada do ex-presidente, o terror não diminuiu para os demais convidados. Pearlman relatou que ele e outros presentes precisaram rastejar em direção à saída do evento, temendo que ainda houvesse alguém atirando no local. A decisão de deixar o salão agachado sublinhava a persistência do perigo percebido e a urgência de buscar abrigo. Mais tarde, em suas redes sociais, o artista tranquilizou o público, informando que estava bem, e expressou sua profunda gratidão e admiração pelo profissionalismo dos agentes de segurança. Em uma fala subsequente ao The New York Times, ele expressou tristeza pelo ocorrido, mas celebrou o fato de um oficial baleado ter sobrevivido ao incidente, destacando a resiliência humana em face da adversidade.

A noite que prometia ser de descontração e celebração anual da imprensa e da política americana tornou-se um episódio chocante, marcado pela bravura dos agentes de segurança e pelo testemunho vívido de quem estava no coração da ação. A experiência de Oz Pearlman oferece um vislumbre único da fragilidade da segurança, mesmo nos eventos mais protegidos, e serve como um lembrete do profissionalismo implacável daqueles que protegem as figuras públicas.

Fonte: https://g1.globo.com

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