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CMN Amplia Limite de Crédito para Estados e Municípios em R$ 3 Bilhões

© José Cruz/Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27), uma resolução que eleva em R$ 3 bilhões o limite global anual para a contratação de operações de crédito por estados, Distrito Federal e municípios. Com a medida, o teto passa de <b>R$ 23,625 bilhões para R$ 26,625 bilhões</b> para o ano de 2026, oferecendo uma capacidade de financiamento ampliada para as unidades federativas.

Aumento Significativo no Acesso ao Crédito

A decisão do CMN visa otimizar o uso do espaço fiscal já existente e que, segundo projeções da Secretaria do Tesouro Nacional, não seria integralmente aproveitado até o final de 2026. Essa ampliação abrange tanto as operações de crédito que contam com a garantia da União quanto aquelas realizadas sem essa cobertura, proporcionando maior flexibilidade e autonomia para que governos estaduais e municipais possam buscar novos financiamentos. A iniciativa chega em um momento crucial, visto que o saldo disponível nos limites anteriores estava próximo do esgotamento.

Redistribuição Estratégica dos Sublimites

A resolução não apenas eleva o teto geral, mas também promove uma redistribuição de parte do espaço fiscal identificado, aumentando os sublimites destinados a diferentes tipos de operações de crédito subnacional. Os principais ajustes nas margens de contratação são notáveis: o crédito com garantia da União passa de <b>R$ 5,5 bilhões para R$ 7 bilhões</b>, e o crédito sem a garantia da União salta de <b>R$ 5,5 bilhões para R$ 6 bilhões</b>. Adicionalmente, as operações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) sem garantia da União recebem um incremento de <b>R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões</b>. Essas mudanças conferem maior margem para a execução de projetos essenciais e o equilíbrio fiscal das administrações locais.

Aproveitamento do Espaço Fiscal Ocioso

A base para esta ampliação foi um minucioso levantamento conduzido pela Secretaria do Tesouro Nacional. A análise contemplou entes federados que participam de programas como os de Reestruturação e de Ajuste Fiscal, além do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal. Foi identificado um volume significativo de espaço fiscal que, devido aos rígidos mecanismos de controle de endividamento e acompanhamento individualizado, não seria utilizado dentro do prazo. Essa capacidade ociosa foi então realocada estrategicamente para os sublimites de crédito administrados pelo CMN, permitindo seu uso mais eficiente e produtivo em benefício da economia e infraestrutura nacionais.

Alinhamento com o Novo PAC e Flexibilização para PPPs

Outro ponto relevante da resolução é a reorganização dos recursos voltados para Parcerias Público-Privadas (PPPs). O CMN extinguiu o sublimite específico de R$ 1 bilhão que era destinado à contratação de operações de crédito para PPPs com garantia da União. Esses recursos foram integralmente transferidos para o sublimite das operações do Novo PAC com garantia da União, que, por sua vez, foi ajustado de <b>R$ 1,8 bilhão para R$ 2,8 bilhões</b>. É importante frisar que essa alteração representa uma <b>redistribuição do espaço fiscal existente</b>, e não um acréscimo de R$ 1 bilhão ao limite global já estabelecido, direcionando o incentivo para projetos estratégicos do Novo PAC.

Manutenção de Outros Limites e a Governança do CMN

Apesar das significativas alterações nos limites de crédito para estados e municípios, alguns sublimites permaneceram inalterados pela decisão do Conselho Monetário Nacional. São eles: o limite de <b>R$ 8 bilhões</b> destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e os <b>R$ 625 milhões</b> reservados a órgãos e entidades da União. A resolução entra em vigor na data de sua publicação, garantindo a imediata aplicação das novas regras.

O CMN, órgão máximo do sistema financeiro nacional, é o principal responsável por ditar as diretrizes da política monetária e de crédito do país. Atualmente, é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, refletindo a importância da coordenação entre essas pastas para a estabilidade e o desenvolvimento econômico.

Em suma, a ampliação e a redistribuição dos limites de crédito pelo CMN representam um esforço coordenado para fortalecer a capacidade de investimento de estados e municípios, aproveitando recursos que de outra forma permaneceriam ociosos. A medida não só oferece um impulso financeiro necessário para diversas iniciativas subnacionais, mas também sinaliza um alinhamento estratégico com programas federais como o Novo PAC, visando o crescimento e a melhoria da infraestrutura em todo o país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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