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Bancários Realizam Paralisação Nacional Pressionando por Aumento Salarial e Melhorias

© Elza Fiúza/Agência Brasil

Bancários de todo o Brasil iniciaram nesta quinta-feira (20) uma paralisação nacional de 24 horas, em uma forte manifestação que afeta tanto as instituições financeiras públicas quanto as privadas. A mobilização, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), visa pressionar o setor bancário a atender a uma série de reivindicações da categoria, diante de um impasse nas negociações salariais e de condições de trabalho.

As Reivindicações Centrais da Categoria

A pauta de exigências dos trabalhadores bancários é abrangente e foca na valorização salarial e na melhoria das condições de trabalho. Entre os principais pleitos estão a busca por um aumento real de salário, a elevação dos pisos salariais da categoria e a adequação dos valores dos vales refeição e alimentação. Além disso, a campanha reivindica uma revisão mais justa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso salarial específico para os profissionais de tecnologia da informação (TI) que atuam no setor, reconhecendo suas contribuições cada vez mais estratégicas.

A Força da Mobilização e a Posição Sindical

A paralisação é vista como uma ferramenta essencial para fortalecer a voz dos bancários nas mesas de negociação. Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, enfatizou a importância da greve para compelir os banqueiros a apresentarem uma proposta condizente com a contribuição da categoria. Ela destacou que os lucros astronômicos dos bancos, que alcançaram R$ 171 bilhões em 2025, evidenciam a capacidade do setor de atender às demandas, citando ainda o lucro de R$ 15,5 bilhões da Caixa no mesmo período, um aumento de 10,4%.

Cenário Financeiro Robusto e a Disparidade na PLR

A robustez financeira do setor bancário brasileiro é inegável, com o patrimônio líquido totalizando impressionantes R$ 1,2 trilhão em 2025. A Contraf aponta que, anualmente, cada empregado bancário contribui para um lucro médio de R$ 438 mil. Contudo, essa prosperidade não se reflete proporcionalmente na remuneração dos trabalhadores, especialmente na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Enquanto em 1995 os bancos privados chegavam a distribuir até 14% de seus lucros na PLR, em 2025 essa média caiu para apenas 5,9%, uma redução significativa que a categoria busca reverter na atual campanha.

Próximos Passos nas Negociações

Até o momento, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não apresentou qualquer proposta formal de índice de reajuste salarial, mantendo o impasse que levou à atual mobilização. Uma nova rodada de negociações entre as partes já está agendada para a próxima segunda-feira (24), um momento crucial para o desfecho da campanha salarial. A Febraban, por sua vez, foi procurada para se manifestar sobre a paralisação e as demandas da categoria, mas ainda não emitiu um comunicado oficial.

A paralisação desta quinta-feira reforça a determinação dos bancários em alcançar uma valorização justa e condições de trabalho equitativas, alinhadas à prosperidade do setor que eles ajudam a construir. A expectativa agora se volta para a reunião da próxima semana, onde a categoria espera que a pressão exercida resulte em uma proposta concreta e satisfatória por parte das instituições financeiras, marcando um avanço nas discussões sobre salários e benefícios para os trabalhadores.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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