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Desemprego no Brasil Atinge Mínima Histórica de 5,4% no Segundo Trimestre, Aponta IBGE

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro registrou um marco significativo no segundo trimestre do ano, com a taxa de desocupação alcançando <b>5,4%</b>. Este é o menor patamar já documentado para o período desde 2012, ano que marca o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam uma tendência de recuperação e dinamismo no cenário empregatício nacional.

O resultado não apenas estabelece um novo recorde para o segundo trimestre, mas também evidencia uma melhoria contínua. A taxa atual representa uma queda notável em comparação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano e é significativamente inferior aos 5,8% apurados no mesmo período de 2025, sinalizando uma robusta trajetória de recuperação do emprego no país.

Expansão da População Ocupada e Redução dos Desocupados

A melhoria na taxa de desemprego é um reflexo direto do aumento no número de pessoas ocupadas e da diminuição da população desocupada. No segundo trimestre, o Brasil atingiu a marca de <b>103,1 milhões</b> de pessoas com algum tipo de ocupação, um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão em relação ao trimestre anterior. Paralelamente, o contingente de desocupados recuou para 5,9 milhões de indivíduos, o que significa uma redução de 10%, ou 718 mil pessoas, em comparação ao primeiro trimestre.

Setores Impulsionando a Geração de Vagas

Entre os grupamentos de atividade que mais contribuíram para a criação de vagas entre o primeiro e o segundo trimestres, destacam-se dois setores cruciais para a economia. O segmento de <b>Transporte, armazenagem e correio</b> registrou um crescimento de 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas ao mercado de trabalho. Outro grande impulsionador foi o setor de <b>Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais</b>, que expandiu 2,6%, adicionando 489 mil novos postos de trabalho.

Dinâmica do Emprego Formal e Informal e a Renda do Trabalhador

A análise da PNAD Contínua também oferece um panorama da divisão entre empregos formais e informais. Entre abril e junho, o país contabilizava <b>39,4 milhões</b> de trabalhadores com carteira assinada, evidenciando a força do mercado formal. Contudo, 13,6 milhões de pessoas estavam empregadas sem registro formal. Essa realidade se traduz em uma taxa de informalidade de 37,4% no segundo trimestre, englobando trabalhadores sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, que carecem de garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

No que tange à remuneração, o rendimento médio do trabalhador brasileiro alcançou <b>R$ 3.738</b> no segundo trimestre. Embora este valor represente o maior já registrado para um segundo trimestre na série histórica, ele ficou ligeiramente abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765. Historicamente, a PNAD já registrou a menor taxa de desemprego em 5,1% no último trimestre de 2025 e os maiores picos em 14,9% durante a pandemia de COVID-19, nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

Metodologia da PNAD e o Complemento do CAGED

A PNAD Contínua, desenvolvida pelo IBGE, é uma pesquisa abrangente que monitora o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporário, por conta própria, entre outros. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado efetivamente uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.

Complementarmente à PNAD, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece uma visão focada exclusivamente nos empregos formais com carteira assinada. Segundo os dados mais recentes do CAGED, o mês de junho de 2026 apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais criadas. No acumulado do ano, o balanço é ainda mais expressivo, com 921,7 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.

Perspectivas para o Mercado de Trabalho

Os dados apresentados pelo IBGE e MTE desenham um cenário de franca recuperação e otimismo para o mercado de trabalho brasileiro. Atingir a menor taxa de desemprego para um segundo trimestre em mais de uma década, acompanhada pelo aumento expressivo no número de ocupados e na geração de vagas em setores chave, sugere uma consolidação da melhora econômica. A contínua vigilância sobre a qualidade do emprego e a renda média dos trabalhadores será fundamental para garantir que essa trajetória positiva se mantenha e beneficie amplamente a população.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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