O sábado marca o ponto culminante da fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Com França e Espanha já garantidas nas semifinais, a expectativa se volta para os dois confrontos restantes que decidirão quem avançará na luta pelo título. O dia promete emoções fortes, com o embate entre Noruega e Inglaterra, e o desafio da Suíça contra a atual campeã, Argentina, prometendo definir o cenário para as fases decisivas do torneio.
Artilheiros em Campo: Noruega e Inglaterra em Duelo de Titãs
Um dos duelos mais aguardados coloca frente a frente dois dos mais prolíficos atacantes do futebol mundial. A Noruega, embalada por sua campanha até aqui, conta com Erling Haaland, vice-artilheiro do torneio com 7 gols, cuja presença de área e finalização cirúrgica já foram carrascas de outras seleções. Do outro lado, a Inglaterra deposita suas esperanças em Harry Kane, que soma 6 gols e é a principal aposta inglesa para quebrar um jejum de títulos mundiais que se estende desde 1966. Ambos representam o protótipo do camisa 9 moderno: altos, fortes e com faro de gol inigualável.
Apesar da evidente dependência de seus astros, as seleções não são equipes de um homem só. A Noruega tem em Martin Odegaard e Antonio Nusa peças-chave que podem desequilibrar a partida com sua criatividade e velocidade. A Inglaterra, por sua vez, confia na vitalidade e talento de Jude Bellingham no meio-campo e na capacidade de Saka pelas pontas para construir as jogadas que alimentarão Kane. O embate está marcado para as 18h (horário de Brasília), na cidade de Miami.
A Jornada Controversa da Argentina e a Resiliência Suíça
No outro lado da chave, a Argentina, atual campeã, chega às quartas de final em meio a uma jornada repleta de debates. Vitórias suadas contra Cabo Verde e Egito nas fases eliminatórias, por vezes marcadas por decisões de arbitragem questionáveis, como um gol anulado ao Egito e outro validado para a Argentina em lances similares, levaram torcedores a cunhar o termo 'VARgentina'. Independentemente das polêmicas, a equipe demonstrou capacidade de superação, transformando um placar adverso de 2 a 0 contra o Egito em uma vitória de 3 a 2.
O brilho de Lionel Messi, co-artilheiro da Copa com 8 gols, continua sendo o motor da equipe argentina. Vivendo e jogando em Miami, Messi é o grande garoto-propaganda do torneio e sua magia em campo é constantemente invocada para guiar os campeões. Diante deles, a Suíça enfrenta uma missão hercúlea: parar os atuais detentores do título. Os suíços, no entanto, demonstraram grande resiliência ao longo da competição, igualando sua melhor campanha em Copas do Mundo desde 1954, quando foram anfitriões.
A defesa suíça tem sido um de seus pilares, tendo sofrido apenas três gols, todos na fase de grupos. A solidez tática e a capacidade de suportar a pressão foram evidentes na vitória nos pênaltis sobre a Colômbia nas oitavas de final. Sem um futebol exuberante, a Suíça compensa com organização e uma determinação que pode surpreender qualquer adversário. O confronto entre Suíça e Argentina acontecerá às 22h (horário de Brasília), em Kansas City.
Um Sábado de Emoções e Definições
A programação do sábado não apenas define os últimos semifinalistas, mas também coloca à prova a capacidade de superação, a força individual e coletiva de quatro grandes seleções. Os vencedores se juntarão a França e Espanha, formando o seleto grupo que avançará para a reta final do Mundial. A expectativa é por confrontos intensos, taticamente ricos e, acima de tudo, imprevisíveis, dignos da etapa de quartas de final de uma Copa do Mundo.